O uso de canetas emagrecedoras teve um alto crescimento nos últimos anos e traz preocupações. O produto é um medicamento injetável baseado em substâncias agonistas de receptor GLP-1 (hormônio natural, que aumenta a insulina e promove saciedade). Sua indicação é para o tratamento metabólico da obesidade e diabetes tipo 2, porém, o seu uso indiscriminado pode trazer riscos sérios à saúde, quando utilizado sem prescrição médica.
É papel do RH orientar os colaboradores, conscientizando sobre perigos reais e promovendo o uso seguro de tratamentos aprovados, sempre com suporte médico.
Por que canetas emagrecedoras oferecem riscos à saúde
As chamadas canetas emagrecedoras não são produtos inofensivos de uso estético, elas são medicamentos com ação fisiológica no organismo. Quando utilizados sem avaliação médica, podem causar efeitos adversos, como alterações gastrointestinais, náuseas, desidratação, alterações da glicemia e até complicações mais graves, como pancreatite aguda.
Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras. Assim, as autoridades reforçam que o medicamento deve ser utilizado apenas com indicação médica.
Principais riscos associados ao uso inadequado
Quando não utilizados sob supervisão médica, esses medicamentos podem:
- Causar alterações no sistema digestivo, como náuseas, diarreia, vômitos e dores abdominais;
- Levar à desidratação e perda de eletrólitos, com impacto nos rins;
- Estar associados a risco de pancreatite aguda, uma inflamação grave do pâncreas, conforme alertas de especialistas;
Todavia, é importante salientar que, quando usado conforme recomendação médica, o produto pode ter efeitos benéficos para casos específicos.
O papel do RH na prevenção e orientação dos colaboradores
O setor de Recursos Humanos pode desempenhar um papel de protagonismo na conscientização sobre o perigo das canetas emagrecedoras. Sendo assim, algumas ações práticas incluem:
1. Educar sobre medicamentos seguros e indicados:
O RH deve divulgar informações confiáveis sobre o que esses medicamentos realmente são, sua indicação terapêutica e por que o uso sem prescrição médica não é seguro.
2. Reforçar a importância de acompanhamento médico:
Orientar que qualquer tratamento para emagrecimento ou controle de peso deve ser sempre solicitado e acompanhado por um profissional de saúde licenciado. Assim, é possível avaliar benefícios e riscos individualizados.
3. Combater a automedicação e o uso de produtos não regulamentados:
Campanhas internas podem alertar contra a compra de produtos por redes sociais, marketplaces ou fontes sem controle sanitário. Essas práticas aumentam o risco de fraudes e de uso de substâncias sem eficácia comprovada.
4. Promover cultura de bem-estar sustentável:
Encorajar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, atividade física regular e apoio psicológico e não soluções rápidas sem orientação.
Comunicação clara evita riscos e mal-entendidos
Ter uma comunicação clara é essencial para que os colaboradores entendam que nem todos os produtos anunciados como “canetas emagrecedoras” são apropriados ou seguros. Assim, o RH pode criar materiais educativos baseados em fontes oficiais, esclarecer dúvidas comuns e orientar sempre que surgirem dúvidas sobre tratamentos.
Esse cuidado não oferece somente proteção, como também cria laços de empatia e acolhimento. Afinal, uma empresa que se preocupa com a saúde dos seus colaboradores, cria um círculo de bem-estar.
Como a BWG Corretora apoia a saúde corporativa na prevenção de riscos
A BWG Corretora auxilia empresas e RHs a estruturar campanhas de conscientização e políticas de saúde que abordam temas como o perigo das canetas emagrecedoras, automedicação e uso responsável de medicamentos.
Com suporte técnico e foco em saúde preventiva, a BWG Corretora ajuda a reforçar orientações confiáveis para colaboradores, integrar diretrizes médicas às práticas internas e fortalecer uma cultura de cuidado que prioriza o bem-estar de todos.