Colaboração e Solidariedade – O Futuro do Trabalho e das Nossas Relações Pessoais

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Estamos descobrindo nesta pandemia um jeito novo de vivermos, de fazermos negócios, de nos relacionarmos, de obtermos resultados, de “sermos humanos”. 

O que valia antes da pandemia, não vale mais agora. O visual, presencial, material passou a ser substituído pelo conteúdo, pela atitude. 

As pessoas confinadas em suas casas, (estas que se tornaram escritórios virtuais), buscam ajuda, compartilham, estão buscando algo que o isolamento nos trouxe como reflexão.

Há uma necessidade visceral de nos relacionarmos, percebemos que sozinhos não realizamos nada, não criamos impacto, não somos relevantes. 

O isolamento escancarou nossa necessidade de sermos parte de algo maior, estarmos conectados por uma ideia, um objetivo, uma necessidade e percebemos que o “corpo todo” somente funciona bem quando todos os “órgãos” estão funcionando, conectados, alinhados a um objetivo comum. 

Escancarou que o egoísmo, a falta de solidariedade, a soberba em nos acharmos auto suficientes, nada mais era do que uma grande ilusão.

Estarmos isolados nos fez refletir que por mais autônomos que pudéssemos nos achar, antes disso tudo acontecer, estaremos sempre dependentes um do outro, seja por necessitarmos do mais básico dos serviços, como alimentação, limpeza, transporte, segurança, saúde, como para nos relacionarmos, termos com quem conversar, desabafar, dividirmos um problema.

E no mundo dos negócios ainda mais, pois se não ajudarmos aqueles que enfrentam maiores dificuldades neste momento (que são a esmagadora maioria) a manterem condições mínimas de subsistência, estes, não seguirão a consumir produtos e serviços e você e eu seja como empresário ou profissional de uma empresa, não tendo para quem vender e não tendo como pagar seus impostos, poderíamos, com este cenário, estarmos gerando uma inevitável espiral de falência em todos os níveis da sociedade.

Portanto, estamos tendo uma chance, talvez única, de aprendermos de um vez por todas, que neste mundo não existe mais o “eu”, passou a existir somente o “nós”, como um corpo único, como espécie, auto dependente, nos mostrando da forma mais cruel possível, o contexto de solidariedade, de ajuda ao próximo, como algo obrigatório e essencial à sobrevivência da nossa espécie e não algo mais restrito somente aos seres de “bom coração”, às ONGs, aos filantropos, aos missionários.

Ser solidário e olhar para o próximo se tornou a diferença entre sobrevivemos a tudo isso que está acontecendo ou caminharmos em direção à ruína de nossa espécie. 

Será que vamos precisar ainda de mais “sustos” como estes para acordarmos de vez para esta realidade?

 

Texto escrito por Alexandre Baccaro, head comercial de Folha de Pagamento no BWG.

 

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