Os riscos psicossociais têm se tornado um dos principais desafios nas organizações. Com as novas dinâmicas de trabalho, metas cada vez mais exigentes e transformações culturais, o impacto desses fatores na saúde mental e no desempenho das equipes ganhou destaque nas pautas dos RHs. Entender como reconhecer, avaliar e mitigar os riscos psicossociais é importante para construir ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis.
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Riscos psicossociais são aspectos do ambiente e da organização do trabalho que podem afetar a saúde mental e o bem-estar dos colaboradores. Diferentemente dos riscos físicos ou químicos, eles estão ligados a fatores relacionados às interações sociais, à carga de trabalho e à forma como tarefas e processos são estruturados.
Por exemplo, trabalhar sob pressão constante de prazos curtos pode gerar estresse prolongado, enquanto ambientes em que ocorrem conflitos frequentes ou assédio podem causar desgaste emocional e medo. Outro fator comum é a falta de controle sobre as atividades, que provoca sensação de impotência e insatisfação.
Além disso, a sobrecarga mental, causada pela exigência excessiva de atenção e decisões rápidas sem pausas adequadas, é um dos principais fatores dos riscos psicossociais atualmente.
Esses riscos podem prejudicar a saúde mental das equipes, provocar ansiedade, depressão e até desencadear doenças relacionadas ao estresse, com impacto direto na vida pessoal e profissional.
A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trouxe uma novidade que redefine a forma como as empresas brasileiras devem tratar os riscos psicossociais relacionados ao ambiente de trabalho.
Antes, a gestão dos riscos psicossociais não era claramente detalhada na norma, gerando dúvidas sobre as obrigações das empresas. Com a atualização, ficou definido que todas as organizações precisam:
Isso inclui:
Além disso, a NR-1 reforça a necessidade de articulação com outras normas, como a NR-17, que trata da ergonomia, garantindo que o aspecto físico e psicossocial sejam avaliados em conjunto para melhorias integradas.
Essa atualização posiciona o assunto dos riscos psicossociais como parte da rotina estratégica de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), colocando o RH como a área principal para a adequação e melhoria contínua nas empresas.
O RH é o ponto focal quando o assunto são os riscos psicossociais, pois a área precisa garantir um ambiente de trabalho saudável, que contribua para o desempenho e a satisfação das equipes.
O RH deve ficar atento porque um ambiente com riscos psicossociais não gerenciados pode gerar consequências sérias, como:
Com a atualização da NR-1, o RH tem uma responsabilidade legal e estratégica para identificar, avaliar e atuar sobre esses riscos, promovendo ações efetivas que previnam problemas e garantam o equilíbrio entre bem-estar e resultados.
É uma abordagem que une compliance, cuidado humano e eficiência, facilitando a construção de ambientes onde as relações de trabalho são respeitosas e as pessoas se sentem apoiadas.
A identificação e avaliação dos riscos psicossociais são muito importantes e devem ser conduzidas com metodologias que abranjam a complexidade e diversidade dos fatores.
O Ministério do Trabalho oferece um guia que recomenda começar pelo levantamento detalhado do ambiente, processos e equipes, utilizando ferramentas como:
Além disso, a Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) deve ser realizada para mapear as condições de trabalho, podendo ser complementada pela Análise Ergonômica do Trabalho (AET) em casos específicos.
É importante definir critérios claros para classificar os riscos psicossociais quanto à probabilidade e gravidade, orientando a priorização das ações pelo RH. O envolvimento dos colaboradores nesse processo é fundamental para validar os dados e garantir um diagnóstico realista.
Toda essa análise deve ser registrada, garantindo transparência e controle no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme exige a NR-1.
Superar os riscos psicossociais requer intervenções planejadas, que envolvam mudanças na organização do trabalho e na cultura da empresa.
Algumas medidas práticas que o RH pode coordenar:
Além disso, é necessário monitorar continuamente os resultados dessas medidas, através de pesquisas e indicadores de saúde ocupacional, ajustando o plano conforme a necessidade.
A participação ativa dos colaboradores no desenvolvimento e na avaliação das ações reforça o engajamento e torna o processo mais eficaz.
Para ajudar o RH a identificar e controlar os riscos psicossociais nas empresas, criamos este guia que traz informações e melhores práticas para apoiar a criação de programas estruturados de cuidado e prevenção de doenças ocupacionais relacionadas à saúde mental, como a Síndrome de Burnout, ansiedade e depressão.
O que você vai encontrar no Guia:
O que caracteriza um risco psicossocial no ambiente de trabalho?
São fatores que afetam negativamente o equilíbrio emocional e mental das pessoas, como pressão excessiva, assédio, insegurança e conflitos frequentes.
Por que a gestão dos riscos psicossociais é uma prioridade para o RH?
Porque impacta diretamente no bem-estar, na motivação e na produtividade da equipe, além de estar vinculada ao cumprimento da legislação vigente.
Como posso iniciar a avaliação dos riscos psicossociais na minha empresa?
Comece pelo levantamento de informações qualitativas e quantitativas, utilizando questionários, entrevistas e observações, sempre com a participação das pessoas envolvidas.
Quais são os sinais que indicam a presença de riscos psicossociais?
Indicadores como aumento de afastamentos, reclamações frequentes, dificuldade de concentração, rotatividade alta e conflitos constantes podem apontar a presença desses riscos.A avaliação dos riscos psicossociais exige contratação de especialistas?
Embora não seja obrigatório, contar com profissionais especializados, como ergonomistas e psicólogos do trabalho, pode garantir maior precisão e efetividade no processo.
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