O Setembro Amarelo é o mês de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a valorização da vida. Criada em 2015 no Brasil, a campanha tem como objetivo estimular diálogos, quebrar tabus e oferecer apoio a quem enfrenta momentos de fragilidade emocional. Para as empresas, este também é um período estratégico para repensar políticas de saúde mental e bem-estar no ambiente de trabalho. Afinal, colaboradores mais saudáveis e acolhidos refletem diretamente em engajamento, produtividade e qualidade de vida.
Por que falar sobre saúde mental nas empresas?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. No Brasil, estima-se que 32 pessoas tiram a própria vida diariamente. Embora sejam números alarmantes, cerca de 90% dos casos podem ser prevenidos com acolhimento, tratamento adequado e apoio contínuo.
Dentro das empresas, falar de saúde mental ainda é um desafio. Muitos colaboradores escondem sinais de sofrimento por medo de julgamentos ou represálias. Esse silêncio pode aumentar o risco de afastamentos, queda de produtividade e, em casos extremos, situações graves de depressão ou ansiedade não tratadas. Por isso, o Setembro Amarelo reforça a importância de criar espaços de escuta ativa, reduzir o estigma e incentivar o cuidado psicológico como parte da rotina.
O papel do RH no Setembro Amarelo
O RH desempenha um papel essencial na promoção da saúde mental nas organizações. Durante o mês de setembro (e também ao longo do ano) é possível implementar ações que sensibilizem os colaboradores e demonstrem que a empresa está comprometida em valorizar a vida.
Algumas práticas eficazes incluem:
- Campanhas internas de conscientização: promover palestras, workshops e rodas de conversa sobre saúde mental.
- Apoio psicológico: oferecer acesso a psicólogos por meio de convênios, teleatendimento ou programas de assistência.
- Treinamento de líderes: capacitar gestores para identificar sinais de sofrimento emocional e encaminhar apoio de forma humanizada.
- Ambiente acolhedor: estimular uma cultura organizacional que respeite limites, incentive o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e reconheça a importância do bem-estar emocional.
Essas ações podem parecer simples, mas têm impacto direto na forma como os colaboradores se sentem valorizados e protegidos.
Sinais de alerta que merecem atenção
Saber reconhecer indícios de sofrimento pode salvar vidas. Entre os principais sinais de alerta estão:
- Isolamento repentino e perda de interesse em atividades;
- Queda na produtividade ou falta de motivação;
- Mudanças bruscas de humor e comportamento;
- Alterações no sono, como insônia ou excesso de sono;
- Falas frequentes sobre desesperança ou desvalorização da vida.
Nesses casos, a escuta sem julgamentos e a indicação de ajuda profissional são passos fundamentais. O colaborador precisa sentir que não está sozinho e que pode contar com apoio.
Sete atitudes que valorizam a vida no ambiente de trabalho
- Praticar a escuta ativa entre colegas e equipes.
- Incentivar pausas regulares e momentos de descanso.
- Promover atividades de bem-estar, como alongamentos, yoga ou meditação guiada.
- Facilitar o acesso a profissionais de saúde mental.
- Reconhecer conquistas e esforços dos colaboradores.
- Criar canais de comunicação abertos e confidenciais para desabafos.
- Incentivar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Essas atitudes ajudam a construir um ambiente mais saudável, onde todos se sentem respeitados e amparados.
Setembro Amarelo: um compromisso contínuo
É importante lembrar que o Setembro Amarelo não deve ser visto apenas como uma campanha pontual. A prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental precisam ser pautas permanentes dentro das organizações. Empresas que mantêm um compromisso contínuo com o bem-estar emocional dos seus colaboradores fortalecem a confiança, aumentam a retenção de talentos e criam equipes mais engajadas.
Manter canais de apoio abertos, garantir acompanhamento psicológico regular e investir em programas de qualidade de vida são estratégias que fazem a diferença não só para o colaborador, mas também para a sustentabilidade do negócio.
Um convite à ação
O Setembro Amarelo nos lembra de que cada vida importa e que pequenas ações podem ter grande impacto. Ao adotar práticas de valorização da vida, as empresas contribuem não apenas para o bem-estar de seus colaboradores, mas também para uma sociedade mais saudável e solidária.
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