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Benefícios e Saúde Corporativa

Vacina do sarampo: quem precisa se proteger

Benefícios e Saúde Corporativa

Vacina do sarampo: quem precisa se proteger

  • 14/08/2026
  • Tatiane Carvalho
🕒 Tempo de leitura: 8 minutos

A vacina do sarampo voltou a ganhar atenção em São Paulo após a identificação de casos da doença e o reforço das estratégias de vacinação. Para as empresas, o momento é uma oportunidade para ampliar a informação, incentivar a atualização da carteira de vacinação e fortalecer a prevenção entre colaboradores e seus familiares.

O Ministério da Saúde recomendou que os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliassem a vacinação contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos, durante a Campanha de Multivacinação realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro de 2026. Nos outros 642 municípios paulistas, será realizada uma campanha de multivacinação para crianças e adolescentes de até 15 anos. 

A medida foi adotada após a identificação de casos que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus.

Por isso, acompanhar as orientações das autoridades de saúde é importante. Além disso, o RH pode contribuir levando informação confiável aos colaboradores, sem substituir a orientação individual dos profissionais de saúde.

Por que o sarampo voltou a preocupar?

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível. A circulação do vírus pode ser favorecida quando existem pessoas sem proteção adequada, especialmente em locais onde há grande convivência e circulação de indivíduos.

Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, o surgimento de casos reforça a necessidade de manter altas coberturas vacinais. Em 2026, o Ministério da Saúde identificou um surto ativo em São Paulo, com casos também registrados em São Bernardo do Campo. As investigações epidemiológicas continuam em andamento.

Assim, o cenário não significa que o sarampo tenha voltado a circular de forma endêmica no país. No entanto, demonstra como a manutenção da vacinação é importante para evitar a reintrodução e a disseminação do vírus.

Como o sarampo é transmitido?

O sarampo é transmitido principalmente por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas. Tosse, espirros e o contato com partículas presentes no ar podem favorecer a transmissão, especialmente em locais onde há maior proximidade entre as pessoas.

Além disso, a doença é altamente contagiosa e pode apresentar sintomas que inicialmente são confundidos com outras infecções respiratórias.

Entre os principais sinais estão:

  • febre;
  • manchas vermelhas pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite.

Por isso, diante de sintomas suspeitos, é importante procurar atendimento de saúde e seguir as orientações dos profissionais.

Qual vacina protege contra o sarampo?

A principal vacina utilizada para prevenir o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Dependendo da situação, pode ser utilizada a vacina tetraviral, que inclui ainda proteção contra a varicela.

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação de 2026, a vacinação contra o sarampo faz parte da rotina do Programa Nacional de Imunizações. O esquema e a quantidade de doses variam conforme a idade e o histórico vacinal de cada pessoa.

Para crianças, o esquema básico prevê doses da vacina tríplice viral aos 12 e 15 meses.

Quem precisa ficar atento?

A recomendação de vacinação não é exatamente igual para todas as pessoas. Por isso, conferir a carteira de vacinação é o primeiro passo para saber se o esquema está completo.

De forma geral, pessoas de 12 a 29 anos sem comprovação de vacinação completa devem iniciar ou completar o esquema de duas doses. Já para quem tem 30 a 59 anos e não possui comprovação de esquema completo, está indicada uma dose, conforme as orientações do calendário nacional.

Além disso, situações de risco epidemiológico podem levar o Ministério da Saúde a ampliar temporariamente a vacinação. Foi o que ocorreu nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a recomendação passou a contemplar pessoas de 6 meses a 59 anos durante a campanha de multivacinação.

Portanto, a orientação pode variar de acordo com o município e o contexto epidemiológico. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e apresentar a carteira de vacinação.

Por que a vacinação também merece atenção nas empresas?

O ambiente corporativo reúne pessoas com diferentes idades, históricos de saúde e situações vacinais. Além disso, colaboradores que trabalham presencialmente podem compartilhar espaços durante várias horas do dia.

Nesse contexto, incentivar a vacinação contribui para a proteção individual e coletiva e pode fazer parte das estratégias de promoção da saúde da empresa.

O RH pode aproveitar momentos de alerta epidemiológico para reforçar informações sobre vacinação, divulgar fontes oficiais e orientar os colaboradores a verificarem sua situação vacinal.

A iniciativa também pode fazer parte de uma estratégia mais ampla de vacinação corporativa, facilitando o acesso à imunização e fortalecendo as ações preventivas realizadas pelas empresas.

Como o RH pode contribuir?

O papel do RH não é avaliar quem deve ou não receber determinada vacina. Essa definição cabe aos profissionais de saúde e às autoridades responsáveis pelas campanhas de imunização.

No entanto, a área pode facilitar o acesso à informação e incentivar os colaboradores a procurarem os serviços adequados.

Entre as ações possíveis estão:

  • divulgar comunicados com informações atualizadas;
  • disponibilizar links de fontes oficiais;
  • incentivar a conferência da carteira de vacinação;
  • informar sobre campanhas públicas de vacinação;
  • esclarecer dúvidas gerais sem substituir a orientação profissional;
  • incluir a vacinação no calendário de promoção da saúde da empresa.

Além disso, é importante evitar mensagens alarmistas. Uma comunicação clara, objetiva e baseada em fontes confiáveis ajuda os colaboradores a compreenderem o cenário e tomarem decisões mais conscientes.

Informação também faz parte da prevenção

A vacinação é uma das principais estratégias para prevenir o sarampo. Entretanto, para que as campanhas tenham adesão, a informação precisa chegar às pessoas de forma clara e acessível.

Nesse sentido, uma estratégia de comunicação em saúde ajuda o RH a transformar temas importantes em mensagens compreensíveis e relevantes para os colaboradores. 

Da mesma forma, ações de vacinação podem fazer parte de uma estratégia contínua de promoção da saúde, em vez de aparecerem somente quando determinada doença volta a gerar preocupação. 

Perguntas frequentes

O sarampo voltou ao Brasil?

O Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. Entretanto, a identificação de casos e de cadeias de transmissão pontuais reforça a importância de manter a vacinação em dia.

Qual vacina protege contra o sarampo?

A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Dependendo da situação, também pode ser utilizada a vacina tetraviral, que inclui proteção contra varicela.

Adultos precisam tomar a vacina do sarampo?

A necessidade depende da idade e do histórico de vacinação. No calendário de 2026, pessoas de 12 a 29 anos sem comprovação de esquema completo devem iniciar ou completar duas doses. Entre 30 e 59 anos, está indicada uma dose para quem não possui comprovação de esquema completo.

O RH pode organizar uma campanha de vacinação?

Sim. A empresa pode promover campanhas de conscientização e, quando aplicável, organizar ações de vacinação em parceria com serviços habilitados. As recomendações devem seguir as orientações das autoridades de saúde.

Vacinação é prevenção

O alerta atual sobre o sarampo reforça uma mensagem importante para as empresas: a prevenção precisa ser contínua. Por isso, manter os colaboradores informados e incentivar a atualização da vacinação são iniciativas que contribuem para uma cultura de cuidado e responsabilidade coletiva.

Ao acompanhar as orientações oficiais, o RH consegue comunicar o cenário com mais segurança, orientar os colaboradores sobre onde buscar informação e integrar a imunização às demais ações de promoção da saúde realizadas ao longo do ano.

A BWG Corretora de Benefícios Corporativos apoia empresas na construção de estratégias de promoção da saúde, auxiliando o RH no desenvolvimento de campanhas preventivas, comunicação com os colaboradores e iniciativas que contribuem para uma gestão mais eficiente da saúde corporativa.

Foto de Tatiane Carvalho

Tatiane Carvalho

Sou uma profissional apaixonada pela comunicação, mas a minha história começou por outro caminho. Graduada em Administração de Empresas pela Universidade Luterana do Brasil, de Canoas e pós graduada em Gestão Empresarial e Marketing, nunca abandonei o meu sonho de ser jornalista. Graduei-me em Jornalismo em 2023 pelo Centro Universitário Ritter dos Reis, de Porto Alegre. Fui auditora da ISO 9001 na gestão da qualidade de grandes construtoras por oito anos. Além de atuar como redatora desde 2020, tive a oportunidade de produzir um documentário na RBS TV, fui supervisora de redação na Amais Marketing Digital e estrategista de conteúdo na CM3 Comunicação. Atualmente, sou analista de marketing no BWG.
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