Futuro do trabalho: principais impactos na jornada profissional

futuro do trabalho

Futuro do trabalho: principais impactos na jornada profissional

A temática do futuro do trabalho está sendo muito debatida por especialistas, que identificam as habilidades emergentes que já começaram a mudar a dinâmica de mercado.

O mercado de trabalho que vemos hoje exige que o profissional esteja em constante mutação e adaptação. Fatores como crises econômicas, recessão, diminuição das contratações modelo CLT, a globalização e a explosão do empreendedorismo são fatores que nos trouxeram até aqui.

Essa fase de transição representa novas necessidades para trabalhadores de qualquer área, uma urgência em buscar por novos modelos de carreira que, para muitos, é até um pouco assustadora.

O que é muito natural, considerando que o ser humano tende a se sentir assim diante de cenários tão incertos.

A boa notícia é que algumas análises já permitem decifrar um pouco deste cenário do futuro do trabalho, fornecendo material suficiente para que coloquemos em prática agora algumas das estratégias para nos preparamos.

No artigo de hoje vamos explicar melhor o que se sabe sobre o futuro do trabalho e quais os impactos que ele representa para a jornada profissional.

O que significa futuro do trabalho?


Para começarmos a entender o que é o futuro do trabalho, devemos voltar a alguns bons anos atrás, quando uma carreira de sucesso tinha um trajeto bem definido e que, seguindo o roteiro, não tinha como dar errado.

Estudar, fazer uma faculdade, uma pós-graduação e se especializar cada vez mais em uma determinada área era sinônimo de excelência. Até mesmo de exclusividade, já que o acesso a esses níveis de educação não era muito simples.

Por isso, completar essas etapas era a certeza de sucesso, de ter seu tão sonhado espaço no mercado de trabalho, de comemorar a tão almejada carteira de trabalho assinada.

Mas não é preciso ser um grande estudioso para perceber que as coisas não estão mais caminhando para esse sentido da estrada. Nesse momento de transição, em que muitos ainda acreditam que quanto maior o título acadêmico, maior é o conhecimento, é comum presenciar um cenário de frustração.

Com o aumento do acesso aos níveis superiores, todos os anos o mercado recebe mais e mais profissionais que competem pelas mesmas vagas. A tecnologia, por sua vez, está se desenvolvendo mais rápido do que nunca, exigindo que a busca por conhecimento seja constante e para além de um único curso de formação.

O resultado disso para o futuro do trabalho é que as empresas começam a sentir o impacto dessas transformações e buscam por um tipo de profissional diferente do que era comum antigamente. 

Aquele profissional que sabe tudo sobre um assunto, mas de maneira limitada, estará em desvantagem no futuro do trabalho. O profissional que as organizações procuram deve ser, acima de tudo, multitarefa, com capacidade de adaptação às frequentes mudanças do mercado.

Em outras palavras, deve ser alguém consciente do que se chama de Quarta Revolução Industrial ou Indústria 4.0, um momento em que as novas tecnologias impactam a economia, a política e a sociedade de maneira conjunta.

Estudos inovadores sobre genética, inteligência artificial, machine learning, nanotecnologia, impressão 3D, entre outras descobertas, são alguns dos marcos dessa revolução que levam ao futuro do trabalho. 

A relação com a tecnologia


A tecnologia, como podemos ver, está atrelada ao momento de transição que levanta as discussões sobre o futuro do trabalho.

Não é de hoje que vemos por aí análises que indicam quais são as profissões do futuro e quais são as que, em alguns anos, deixarão de existir.

O avanço da tecnologia já retrata esse cenário. Basta pensarmos na profissão de telefonista, por exemplo. 

O fato é que, ainda que a tecnologia não possa necessariamente substituir o ser humano em tudo, é fato que ela estará atrelada, cada vez mais intimamente, à rotina profissional, buscando agilizar e aprimorar o desempenho de processos, principalmente aqueles mais operacionais e que não exigem carga criativa

Por isso, o profissional que entende essa demanda e adota uma postura estratégica, que absorve a inovação como ferramenta principal da construção de sua carreira, terá um potencial de mais destaque no futuro do trabalho.

Impactos do futuro do trabalho na jornada


O que de fato muda nas relações profissionais no futuro do trabalho? 

O medo e a incerteza de como será esse cenário instável é a preocupação de muitos trabalhadores, principalmente aqueles de uma geração anterior, para quem os processos de inovação tecnológica são muito mais difíceis de se absorver.

A Cognizant, empresa que está entre as líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresentou recentemente um levantamento de análises e insights coletados durante os 10 anos de trabalho do seu Center for the Future of Work (CFoW – Centro para o Futuro do Trabalho).

A partir desse e outros estudos, é possível traçar algumas características que são determinantes para construir uma imagem de como será, afinal, o futuro do trabalho e como empresas e profissionais vão se comportar nesse novo modelo de jornada.

Confira alguns dos principais deles:

Agilidade de aprendizagem


Não poderá haver espaço para preguiça e contentamento. O profissional do futuro do trabalho será constantemente
exposto a desafios, a novos produtos tecnológicos. 

Assim, as empresas darão valor a quem puder aprender e se reinventar mais rapidamente. As soft skills serão critérios de avaliação cada vez mais valorizados.

Capacidade de associação de dados


O
Big Data já é uma realidade presente nas empresas, com estatísticas e número de acessos, por exemplo, que revelam mais sobre comportamento e preferências do público

No futuro do trabalho, ele será um elemento em todos os estágios dos processos produtivos, regendo desde a tomada de decisão, os estágios de criação e também de monitoramento. 

Utilizar esses dados de forma criativa será essencial.

Incorporação ao digital


O futuro do trabalho tende a ser
digital

Da descentralização do trabalho através de inteligência artificial e machine learning, que tomarão conta de atividades operacionais e de gestão, até a popularização dos comandos por voz, tudo estará envolto por tecnologia.

Será necessário se adaptar a elas para desenvolver a produtividade.

Disrupções


Estamos já embarcando na
era disruptiva que caracteriza o futuro do trabalho. Em outras palavras, alguns padrões serão rompidos

As quebras vão desde a ideia de números binários para a inovação da computação quântica, passando pelo abandono dos ternos para roupas mais confortáveis, chegando ao modelo de trabalho flexível, que passa do escritório para o conforto do lar.

 

Estes foram apenas alguns dos impactos que o futuro do trabalho representa para os modelos de trabalho que conhecemos hoje. Saiba mais sobre esse cenário conferindo nosso conteúdo sobre cultura de inovação.

Compartilhe

Deixe seu e-mail e receba antes o nosso conteúdo.