Salário emocional: o que é e como implementar na empresa?

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O salário sempre foi visto como o principal meio para atrair e reter bons talentos. No entanto, faz tempo que ele deixou de ser o único item avaliado pelos profissionais. E é justamente aí que entra o chamado salário emocional.

Aqui também vale um adendo: uma boa remuneração é, sim, um fator primordial. Mas alguns benefícios extras como auxílio-creche ou vale cultura podem ser um grande diferencial na hora de se obter vantagens competitivas.

Além disso, aspectos como um bom clima organizacional, oportunidades de crescimento e lideranças humanizadas também podem influenciar a decisão final dos profissional. Afinal, todo mundo gosta de um equilíbrio, não é mesmo?

Em outras palavras, podemos afirmar que o salário emocional é um conjunto de fatores utilizado pelas empresas para criar um bom ambiente de trabalho, aumentar o engajamento e incentivar a produtividade das equipes.

Qquer saber mais sobre esse assunto? Então continue a leitura!

O que é salário emocional na prática?

Nos últimos anos, temos visto uma grande virada de chave no pensamentos dos colaboradores.

Atualmente, os profissionais — especialmente os da nova geração — estão buscando por empresas que ofereçam um ambiente de trabalho emocionalmente seguro, com uma boa cultura corporativa e com chances reais de crescimento.

Mas, como já citamos anteriormente, a importância da remuneração não diminui.

O que acontece é que esses profissionais começaram também a considerar outros pontos.

Nesse sentido, as empresas mais desejadas por eles são aquelas que oferecem um bom plano de carreira, a possibilidade de adquirir novos conhecimentos e de se desenvolver profissionalmente, além de outros benefícios obrigatórios e flexíveis.

Todos esses fatores que compõem o salário emocional acabam promovendo nos colaboradores um desejo, indireto, de permanecer trabalhando na empresa.

Por isso, não é à toa que uma das principais vantagens desse conceito é a redução da taxa de turnover, e consequentemente, o aumento na retenção de talentos.

Qual é a importância do salário emocional para as empresas?

Uma pesquisa realizada pela Catho em 2020 apontou que 90% dos trabalhadores que utilizam a plataforma desejavam trocar de emprego.

Entre os motivos, estavam problemas como interesse de melhorar o equilíbrio e a qualidade de vida, a busca por uma melhor condição financeira e até mesmo uma mudança no segmento de atuação.

Esses dados mostram o quanto as empresas precisam estar atentas ao salário emocional.

Afinal, o lado financeiro tem, sim, uma grande influência nas decisões dos profissionais.

Mas questões como falta de oportunidade de crescimento, lideranças despreparadas, ambiente de trabalho desgastantes e falta de equilíbrio entre pessoal e o profissional também estão entre os principais motivos que aumentam a rotatividade dos colaboradores. 

Além disso, conseguir entender (e atender!) as necessidade dos colaboradores gera impactos na:

  • Saúde;
  • Gestão do tempo;
  • Bem-estar psicológico;
  • Produtividade;
  • Educação;
  • Cultura;
  • Padrão de vida.

Tipos de salário emocional

Não existem regras específicas sobre o que é, de fato, o salário emocional. Pelo contrário, ele varia de acordo com perfil e o interesse dos seus colaboradores.

Alguns dos principais exemplos incluem aspectos como:

  • Ambiente de trabalho positivo, seguro, estimulante e saudável;
  • Programas e treinamentos com foco no desenvolvimento pessoal e profissional;
  • Comunicação ágil e clara entre toda a equipe;
  • Bons relacionamentos interpessoais;
  • Oportunidades de desenvolvimento e crescimento;
  • Transparência entre lideranças e liderados;
  • Flexibilidade na rotina de trabalho;
  • Oportunidades de progressão na carreira;
  • Reconhecimento pelo trabalho e feedbacks positivos;
  • Estímulos a novos desafios;
  • Ações em datas comemorativas;
  • Programas de lazer como academia e vale cultura;
  • Incentivos acadêmicos;
  • Programas de aprendizado;
  • Sensação de pertencimento;
  • Liderança eficiente e inspiradora;
  • Atenção às necessidades pessoais e profissionais dos colaboradores.

Atenção ao adotar o salário emocional!

Agora que você já conhece todos os benefícios que esse tipo de salário pode proporcionar, precisamos falar sobre os cuidados de adotar essa prática. Afinal, apesar de vantajosa ela não pode ser utilizada como o único meio.

1. Não ignore as pesquisas de satisfação

Apesar de ser muito importante, essa estratégia não pode substituir as pesquisas salariais e os ajustes de remuneração.

Além disso, também não deve ser utilizada como motivos para evitar promoções ou pesquisas de satisfação.

2. Ele precisa ser constantemente reconsiderado

O uso errôneo do salário emocional pode trazer efeitos negativos para as empresas, pois os resultados não são alcançados. Também há prejuízos para o colaborador, que acabam tendo um baixo engajamento.

Portanto, é fundamental que os benefícios oferecidos agreguem algum valor às necessidades e contribuam para o desenvolvimento do colaborador.

Isso porque essa ferramenta não pode se tornar apenas um enfeite para atrair talentos, ela precisa ser uma estratégia vinculada a algo que faça sentido e realmente desenvolva e valorize os colaboradores.

E contar com um programa de atendimento integral às necessidades dos colaboradores é a melhor forma de preservar o bem-estar físico e emocional dos seus funcionários. 

Para isso, você pode, por exemplo, contratar um pacote de benefícios que contemple parcerias e convênios com plataformas de saúde mental, lazer e educação. Fale conosco e descubra como!

BWG

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