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Riscos psicossociais no trabalho: o que o RH precisa fazer antes da NR-1

RH

Riscos psicossociais no trabalho: o que o RH precisa fazer antes da NR-1

  • 02/02/2026
  • Samarony Batista
🕒 Tempo de leitura: 8 minutos

Os riscos psicossociais no trabalho passaram a ocupar um espaço importante na agenda do RH. O aumento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais, somado à atualização da NR-1 e à fiscalização prevista para 26 de maio de 2026, mudou a forma como as empresas precisam olhar para a saúde emocional no ambiente profissional.

Esse tema deixou de ser apenas uma pauta de bem-estar ou cultura organizacional. Hoje, os riscos psicossociais no trabalho estão diretamente relacionados à gestão de pessoas, à continuidade das operações e à conformidade legal.

O que são riscos psicossociais no trabalho

Os riscos psicossociais no trabalho estão ligados à forma como o trabalho é organizado, distribuído e vivenciado no cotidiano das empresas. Eles envolvem aspectos como volume de demandas, ritmo de trabalho, autonomia, reconhecimento, relações interpessoais, comunicação e suporte oferecido pela organização.

Diferentemente de outros riscos ocupacionais, os riscos psicossociais no trabalho nem sempre são percebidos de forma imediata. Eles costumam se desenvolver de maneira gradual, a partir da repetição de situações de pressão, insegurança, conflitos ou falta de apoio, o que faz com que seus efeitos se acumulem ao longo do tempo.

Para o RH, compreender esse conceito é o primeiro passo para uma atuação preventiva. Esses riscos impactam diretamente indicadores como afastamentos, rotatividade, engajamento e clima organizacional, além de passarem a exigir gestão formal com base na NR-1.

Quais são os principais riscos psicossociais no trabalho

Os riscos psicossociais no trabalho não são abstratos. Eles estão associados a fatores concretos da organização do trabalho, das relações profissionais e das condições em que as atividades são realizadas.

Materiais técnicos que orientam a aplicação da NR-1 apresentam uma listagem exemplificativa de fatores de risco e suas possíveis consequências à saúde. Esses fatores ajudam o RH a identificar perigos que, quando persistem, podem gerar agravos físicos e emocionais.

Exemplos de fatores de riscos psicossociais no trabalho e possíveis consequências

Perigo (fator de risco)Possível consequência (lesão ou agravo)
Assédio de qualquer natureza no trabalhoTranstorno mental
Má gestão de mudanças organizacionaisTranstorno mental, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
Baixa clareza de papel ou funçãoTranstorno mental
Baixas recompensas e reconhecimentoTranstorno mental
Falta de suporte ou apoio no trabalhoTranstorno mental
Baixo controle no trabalho ou falta de autonomiaTranstorno mental, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
Baixa justiça organizacionalTranstorno mental
Eventos violentos ou traumáticosTranstorno mental
Baixa demanda no trabalho, caracterizada como subcargaTranstorno mental
Excesso de demandas no trabalho, caracterizado como sobrecargaTranstorno mental, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
Maus relacionamentos no local de trabalhoTranstorno mental
Trabalho em condições de difícil comunicaçãoTranstorno mental
Trabalho remoto e isoladoTranstorno mental, fadiga

Por que os riscos psicossociais no trabalho ganharam tanta atenção

O aumento da atenção aos riscos psicossociais no trabalho reflete mudanças no mundo do trabalho. Processos de transformação constantes, maior pressão por resultados, aceleração do ritmo de trabalho e dificuldade de desconexão ampliaram o desgaste emocional dentro das organizações.

Esse cenário passou a aparecer de forma consistente nos indicadores de saúde e gestão de pessoas. O que antes era tratado como casos isolados passou a se repetir, afetando equipes inteiras e exigindo respostas estruturadas por parte do RH.

Além disso, a atualização da NR-1 reforça que a saúde emocional também faz parte da gestão de riscos ocupacionais. Isso marca uma mudança importante, em que os riscos psicossociais no trabalho deixam de ser apenas um tema cultural e passam a integrar responsabilidades legais das empresas.

Dados que reforçam a importância dos riscos psicossociais no trabalho

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, só em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por transtornos mentais e comportamentais no Brasil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios.

Os diagnósticos mais recorrentes foram transtornos ansiosos e episódios depressivos, que lideraram as concessões tanto em 2024 quanto em 2025. Quando se observa o conjunto de benefícios por incapacidade temporária, considerando todas as doenças classificadas pela Classificação Internacional de Doenças, o crescimento entre 2024 e 2025 foi de 15,19%.

Esses números mostram que os riscos psicossociais no trabalho já produzem impactos concretos na gestão de pessoas, exigindo atenção contínua do RH e das lideranças.

Riscos psicossociais no trabalho e desigualdade de gênero

A análise dos riscos psicossociais no trabalho por gênero revela dados ainda mais preocupantes. Em 2025, 63,46% dos benefícios concedidos por transtornos mentais foram destinados a mulheres. Do total de 546.254 benefícios, 346.613 foram para mulheres e 199.641 para homens.

Esse cenário se conecta aos dados do Panorama de RH e Comunicação Interna 2026 do BWG, que apontam níveis mais elevados de estresse entre mulheres. Enquanto 23,5% dos homens relatam baixo nível de estresse, entre as mulheres esse percentual cai para 17,5%. A soma de estresse médio e alto também é maior entre mulheres, atingindo 82,5%, contra 76,5% entre homens.

Esses dados indicam a necessidade de análises mais cuidadosas na identificação dos riscos psicossociais no trabalho, considerando diferentes realidades, cargas e pressões dentro da organização.

O que a NR-1 exige em relação aos riscos psicossociais no trabalho

A NR-1 estabelece diretrizes gerais para o gerenciamento de riscos ocupacionais por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos. Nesse escopo, os riscos psicossociais no trabalho passam a integrar as etapas de identificação de perigos, avaliação de riscos e definição de medidas preventivas.

Na prática, a empresa precisa demonstrar que reconhece esses riscos, avalia seus impactos e adota ações para reduzi-los ou controlá-los. Não basta reconhecer a existência dos riscos, é necessário comprovar que eles estão sendo gerenciados.

Com a fiscalização prevista para maio de 2026, a ausência desse processo estruturado pode resultar em autuações. Para o RH, isso reforça a importância de alinhar saúde emocional, gestão de pessoas e conformidade legal.

Como o RH deve agir na gestão dos riscos psicossociais no trabalho

A gestão dos riscos psicossociais no trabalho exige método e planejamento. O primeiro passo é avaliar se a organização possui conhecimento técnico suficiente para conduzir esse processo internamente ou se será necessário buscar apoio especializado.

Outro ponto importante é envolver diferentes partes interessadas. Profissionais de segurança e saúde, lideranças, gestão e equipes impactadas pelas rotinas de trabalho precisam participar do processo para que a identificação dos riscos seja mais consistente.

Além disso, a comunicação transparente é indispensável. Explicar o que será feito, quais são os objetivos e como as informações serão utilizadas aumenta a confiança e favorece a participação, facilitando a adesão às ações preventivas.

O papel do RH diante dos riscos psicossociais no trabalho

O RH atua como articulador da gestão dos riscos psicossociais no trabalho. É a área responsável por integrar informações, apoiar lideranças, consolidar dados e garantir que o tema seja tratado de forma contínua e estruturada. Ao assumir esse papel, o RH contribui para decisões mais conscientes, reduz riscos legais e fortalece a capacidade da organização de lidar com os desafios relacionados à saúde emocional no trabalho.

Essa atuação também ajuda a transformar dados em ações práticas, conectando diagnósticos, políticas internas e acompanhamento contínuo dos riscos psicossociais no trabalho.

Por que contar com consultoria especializada em NR-1

A gestão dos riscos psicossociais no trabalho envolve interpretação normativa, metodologia técnica e análise cuidadosa de dados. Em muitos casos, contar com consultoria especializada em NR-1 ajuda o RH a estruturar esse processo com mais segurança e menos improviso.

Esse apoio contribui para diagnósticos mais consistentes, registros adequados no Programa de Gerenciamento de Riscos e redução de riscos de autuação durante a fiscalização.

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Foto de Samarony Batista

Samarony Batista

Sou um profissional de Comunicação com 15 anos de experiência, sendo 6 deles só em empresas de tecnologia SaaS B2B. Graduei-me em Relações Públicas pela Universidade Federal do Amazonas e desde então tenho trilhado uma jornada focada em criar experiências positivas que conectam empresas aos seus públicos de forma autêntica. Atualmente, sou analista de marketing no BWG. Já atuei como relações-públicas na Justiça Federal, desempenhei o papel de coordenador de comunicação no CEST, assumi funções estratégicas como analista de comunicação interna na Zenvia e Movidesk, além de ter trabalhado como Customer Success na SocialBase e gestor de eventos na UEA.
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