A ideia de uma semana de 4 dias de trabalho tem se tornado cada vez mais popular mundialmente.
Algumas empresas nacionais e internacionais que já implementaram esta modalidade, por exemplo, têm visto resultados no desempenho e na satisfação dos colaboradores, sem sentirem, necessariamente, uma quebra na produtividade.
Porém, a ideia ainda pode soar estranha para muitas empresas, gerando questionamentos do tipo “como a equipe vai dar conta de toda a demanda? Essa iniciativa está dentro da lei? A empresa cortará parte do pagamento dos colaboradores? Como fica a produtividade?”, entre outros.
Isso acontece porque, em meados da década de 20, a Ford iniciou um movimento para que os seus funcionários trabalhassem durante 5 dias e folgassem 2. O que, rapidamente, acabou se tornando uma tendência.
Naquela época, ainda não existiam muitos direitos trabalhistas, e os funcionários trabalhavam durante os 7 dias da semana com longas e exaustivas cargas de trabalho, que podiam durar até 20h.
A ideia da montadora, portanto, era aumentar a produtividade e reduzir o absenteísmo, oferecendo aos colaboradores dois dias de descanso. No entanto, na prática, existem diferenças consideráveis entre essas duas modalidades de expediente.
E é exatamente isso que vamos te mostrar neste artigo!
Embora para alguns isso ainda possa soar como uma novidade, a semana de 4 dias de trabalho já está em pauta há bastante tempo, sendo discutida principalmente por ONGs e agências focadas em melhorias organizacionais e no bem-estar para os colaboradores em geral.
Mas ela ganhou ainda mais relevância durante a pandemia que trouxe algumas reflexões sobre essa dinâmica, como:
No famoso Ted Talk intitulado “The 4 Day Week”, por exemplo, o empresário e filantropo Andrew Barnes debate justamente essas questões. Ele diz que “os britânicos são produtivos apenas durante duas horas e meia do dia”. Para os canadenses, o número é ainda menor: uma hora e meia. Por isso, de acordo com ele, reduzir o número de dias trabalhados em troca de maior foco e produtividade seria uma boa ideia.
Para aqueles que não sabem, Barnes é o fundador da Perpetual Guardian, uma empresa neozelandesa do ramo de gestão patrimonial. Em 2018, a empresa lançou um projeto piloto com o objetivo de implementar a semana de 4 dias. E a ideia se tornou um sucesso desde então.
Caminhando na mesma direção, a Microsoft Japão conduziu um experimento da semana de 4 dias em 2019. Ele ocorreu durante o mês de agosto e resultou em um aumento de 40% na produtividade dos funcionários contemplados.
Por fim, vale lembrar que, de acordo com uma pesquisa da Glassdoor, as melhores empresas para se trabalhar são justamente aquelas que se preocupam com o bem-estar dos funcionários, a qualidade de vida e os benefícios corporativos oferecidos a eles.
Isso varia de empresa para empresa. Hoje, existe uma tendência a se trabalhar de segunda a quinta, tendo a sexta-feira incorporada ao final de semana. Mas a ideia principal é que a carga horária seja reduzida a 32h semanais, independentemente de como isso será feito.
A agência digital Versa, por exemplo, optou por oferecer a quarta-feira como dia de folga aos colaboradores. O movimento ficou conhecido como No Work Wednesday, e já tem adesão de outras companhias ao redor do mundo, principalmente em países da Oceania.
Essa decisão foi pautada ao perceber que os colaboradores se sentiam mais fadigados à medida que a semana chegava ao fim.
A semana de 4 dias surge como uma alternativa às rotinas estressantes, a falta de incentivos e aos quadros de Burnout. Afinal, ao descansar por um dia a mais, o colaborador desfruta de uma recarga emocional e física, que possibilita melhor desempenho corporativo.
Além disso, os profissionais podem passar mais tempo com a família e realizar mais atividades prazerosas que possam contribuir com uma vida mais ativa e saudável. No entanto, os benefícios não ficam apenas restritos à saúde dos trabalhadores, impactando também outras áreas.
Um estudo conduzido pelo Reino Unido provou que a semana de 4 dias ajuda na diminuição de 21% da emissão de carbono. Uma vez que há uma diminuição de veículos circulando durante o dia extra de folga, á também uma queda na quantidade de carbono produzida.
O estudo também mostra que essa iniciativa ajudaria muitos países a atingirem as suas metas climáticas globais.
Uma pesquisa realizada ela Universidade de Auckland revelou um aumento de 24% no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional com essa ação.
Isso significa que os profissionais podem aumentar seus relacionamentos e desfrutar deles de forma mais significativa. Além disso, com a semana de 4 dias, pais e cuidadores têm mais tempo para dedicar às crianças e usufruir de tempo de qualidade com seus filhos.
Como não poderia deixar de acontecer, o mercado corporativo também lucra com a semana de 4 dias de trabalho.
Isso porque as empresas que já adotaram esse modelo relataram um aumento de 18% no índice de engajamento do funcionários.
Além disso, houve também redução nos índices de absenteísmo, maior comprometimento com os prazo e melhora nas relações interpessoais da equipe.
A organização não-governamental 4 Day Week, por exemplo, apresentou alguns dados relevantes:
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), não existe impedimento legal para a adoção da semana de 4 dias. A lei diz que existe um teto máximo de 44 horas semanais trabalhadas. Mas, se o empregador quiser oferecer menos, é sim possível.
Porém, é preciso manter os valores já pagos de salários, de 13º e de férias remuneradas, sem nenhum prejuízo ao trabalhador.
Além disso, ao criar um ambiente corporativo atrativo, organizado e saudável, a tendência é de que todo o time siga esse exemplo e espalhe os bons resultados uns para os outros na intenção de manter o espaço harmonioso, engajado e produtivo.
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