Gerenciamento de crise: Principais habilidades do gestor moderno

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Gerenciamento de crise: Principais habilidades do gestor moderno

O gerenciamento de crise é uma responsabilidade do gestor, que exige a competência de saber guiar sua equipe da melhor forma possível em cenários negativos para a empresa.

Muito se fala sobre as características que esse profissional precisa ter, considerando suas habilidades profissionais e pessoais, ou como chamam, as hard e soft skills.

Porém, sabemos que o mundo está passando por mudanças muito significativas em um tempo relativamente curto. A transformação digital causou e causa um impacto determinante em nossas vidas, seja no trabalho ou em casa.

Esse cenário de inovação, que nos revela um futuro do trabalho cada vez mais desafiador e dinâmico, faz com que as empresas precisem adaptar sua gestão de pessoas a todas essas mudanças tecnológicas.

Assim como haverá uma demanda por profissionais mais versáteis e engajados com a tecnologia, fica cada vez mais clara a importância de estabelecer dentro das organização um olhar mais intenso para as pessoas, para o capital humano e seu papel protagonista no desenvolvimento corporativo.

Essa visão parte, principalmente, dos gestores. Para o gerenciamento de crises como a do novo coronavírus, é necessário compreender o momento em que estamos vivendo e as novas habilidades que são esperadas de um líder.

Neste artigo, vamos mostrar algumas das habilidades mais importantes para um gerenciamento de crise nos dias atuais, considerando o cenário da COVID-19 e toda a demanda de quarentena e trabalho remoto.

O que é gerenciamento de crise?


O mercado corporativo é complexo e está condicionado à diversos fatores. 

Além das crises internas, que podem ocorrer por conta de escândalos, ações judiciais, vazamento de dados, entre outros exemplos, existem também os fatores externos que podem desencadear um contexto negativo inesperado para o negócio.

No caso da pandemia do novo coronavírus, por exemplo, a crise está relacionada à um fator de saúde pública, mas que inevitavelmente atingiu o mercado financeiro, industrial, comercial e corporativo.

O gerenciamento de crise é uma metodologia baseada em um planejamento preventivo, preparado previamente pela organização, visando mitigar ou eliminar os danos causados por acontecimentos deste gênero.

A importância do plano de gestão de crise é muito grande, visto que os danos causados por turbulências podem ser muito graves e irreversíveis, dos quais a empresa pode até não conseguir se recuperar.

A partir desse planejamento estratégico, que parte de uma série de etapas (desde a previsão dos possíveis cenários até as ações de contingência para cada um deles), é possível traçar uma gestão emergencial.

Essa gestão deve ser guiada por líderes capacitados e preparados não só para seguir com essas instruções, mas também para serem capazes de agir com clareza e organização, mantendo a equipe engajada.

Habilidades de um bom gestor em momentos de crise


Mesmo com a toda a preparação do plano de gestão de crise, enfrentar um problema, seja interno ou externo, não é fácil.

O gestor precisa ter as habilidades necessárias para liderar bem, mesmo que a situação seja totalmente inesperada e nova para ele também.

Pensando assim, vejamos o que o gestor moderno precisa ser:

Comunicador


Essa habilidade é a mais importante, sem dúvidas. O papel do comunicador cria uma nova importância diante de uma crise, pois ele é aquela pessoa que saberá
se conectar aos times, sabendo como orientar cada colaborador.

O exercício de ouvir muitas vezes é negligenciado dentro das empresas. É um equívoco pensar que líderes precisam estar o tempo todo falando, dando instruções e pedindo resultados.

Quanto mais o gestor ouve seus profissionais, mais ele aprende sobre eles e isso fornece informações importantes para saber qual a melhor forma de atingir essas pessoas durante o processo de execução de um planejamento de crise.

Suas falas saberão atingir exatamente o ponto que buscam atingir, influenciando e engajando pessoas.

Confiante


A confiança é essencial em tempos de crise. Não só a autoconfiança, mas também a confiança na equipe gerenciada.

Crises deixam qualquer pessoa insegura e com receio de que não possa cumprir bem com suas responsabilidades. O gestor não pode, porém, deixar que esse tipo de sensação tome conta. 

Ele deve se sentir seguro, semeando a autoconfiança e acreditando que é preparado para fazer o que é preciso. Ele terá um plano de gestão de crise e unirá forças com sua equipe para colocá-lo em prática.

Para isso, é claro, é preciso haver confiança em cada profissional do time. Uma das razões para que as empresas hesitam tanto em aderir ao home office é a falta dela.

A ideia de um colaborador trabalhando de casa provoca nos gestores a desconfiança, pensando que eles não vão trabalhar da mesma forma se estiverem longe dos olhos de seus superiores.

Mas com a pandemia do coronavírus, vimos que, sem essa confiança, não seria sequer possível continuar com o trabalho em muitos casos.

O gestor precisa confiar na sua equipe e demonstrar essa confiança. A equipe, quando perceber que seu líder conta com ela, se sentirá muito mais motivada a mostrar resultados.

Emocionalmente inteligente


Um gestor precisa ser capaz de controlar suas emoções. A
inteligência emocional não deixa a raiva provocada por um problema pessoal interferir no trabalho por exemplo.

Durante o gerenciamento de crise, é normal se sentir frustrado, inseguro, triste, indignado, entre outros sentimentos. 

Com a pandemia, por exemplo, em que todos os setores de nossas vidas foram atingidos pela crise, é impossível não se sentir assim em algum momento. Faz parte da natureza humana e está tudo bem ser assim.

O problema é deixar isso afetar o trabalho, pois a equipe depende de um líder que possa colocá-la para cima de novo, mostrando novas formas de produzir.

A inteligência emocional também é essencial no controle da ansiedade. Ela nos faz agir impulsivamente e, ao nos causar uma preocupação excessiva com o futuro, acabamos não dando atenção ao presente.

É importante focar no que pode ser feito no momento, durante o gerenciamento de crise, evitando pensamentos negativos sobre o futuro.

Adaptável


Um plano de gerenciamento de crise conta com diversas projeções de cenários que a empresa pode vir a enfrentar, preparando o gestor para cada um deles. 

Porém, mais do que saber se adaptar a cada um separadamente, é preciso ter essa habilidade para além do planejamento, para situações completamente novas.

Um bom líder sabe se adaptar à novas regras, departamentos e pessoas, principalmente. Considerando que nenhum ser humano é igual ao outro, não é uma fórmula de gestor de sucesso e sim aquele que entende a importância dos colaboradores em cada processo e sabe como se conectar a eles.

Resiliente


O líder resiliente entende que
a pressão faz parte do jogo e sabe bem como lidar com ela. Inclusive, ele gosta de dominar esse jogo e tem convicção de que pode vencer.

Em outras palavras, esse gestor aceita os picos de trabalho que são típicos de uma crise e não entende disso de forma negativa, como excesso de carga de trabalho e estresse acumulado.

Ele sabe que faz parte do desafio de comandar os profissionais de uma empresa e que a crise é passageira, não havendo razão para perder tempo se aborrecendo com isso.

 

Curtiu nossas dicas de habilidades essenciais de um gestor durante o gerenciamento de crise? Confira também como manter sua equipe motivada no trabalho home office.

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